"Tales Of The Crown" é o mais recente lançamento do guitarrista germânico Axel Rudi Pell. Para aqueles que já conhecem e curtem o heavy/ hard do alemão: podem baixar que não haverá decepções. Para os que não gostam, não vai ser esse álbum que os fará mudar de opinião. Segundo as palavras do próprio Axel antes do lançamento de "Tales Of The Crown": "Os nosso fãs irão ter exatamente o tipo de canções que conhecem e esperam de mim e da minha banda adicionando algumas inovações", referindo-se aos toques contemporâneos de algumas músicas principalmente em termos de ritmo. "Mas não se preocupem, estes toques modernos são apenas graduais e não afectam o típico sabor das minhas canções". A formação da banda é a mesma de quase uma década com Axel na guitarra, Johnny Gioeli nos vocais, Ferdy Doernberg nos teclados, Volker Krawczak no baixo e Mike Terrana na bateria.
Blood Of The Sun é uma banda do Texas, EUA, que foi mais uma grata surpresa que descobri recentemente através de alguns blogs parceiros. Pode ser classificada como uma mistura explosiva de hard, stoner e southern rock ou uma versão turbinada do Grand Funk Railroad para o século 21, mostrando influências de Deep Purple, Led Zeppelin e Mountain entre outras bandas setentistas. Rock pesado, cheios de riffs e duelos entre as 2 guitarras e os teclados. Aliás, os teclados tem papel fundamental na sonoridade do Blood Of The Sun, que assim como no Deep Purple dos áureos tempos, freqüentemente estão em primeiro plano. A formação da banda é Dave Gryder (teclados), Tystik (guitarra), Eric Schmidt (guitarra), Roger Yma (baixo) e Henry Vasquez (bateria e vocais). Em "Death Ride", 3º álbum do Blood Of The Sun, lançado em 2008, quem fez os vocais foi Derek St. Holmes, mais conhecido como ex-vocalista da banda de Ted Nugent. O resultado é imperdível.
o1- One More for the Ride 02- Death Ride 03- Edge of the Sky 04- Shine 05- Rise From the Underground 06- The Witchin' Hour 07- Bad Love 08- Keep Going 09- Rock and Roll Machine
Green Bullfrog foi o resultado de uma idéia do produtor Derek Lawrence que resolveu formar um "supergrupo" com os músicos com os quais havia trabalhado na década de 60. Como cada um dos integrantes tinha contrato com gravadoras diferentes, a solução foi usar pseudônimos. Vejam as feras e os apelidos de cada um:
Ritchie Blackmore, do Deep Purple (guitarra) = Boots Albert Lee (guitarra) = Pinta Matthew Fisher, do Procol Harum (teclados) = Sorry Ian Paice, do Deep Purple (bateria) = Speedy Tony Ashton, que posteriormente formou o Ashton, Lord & Paice (teclados, vocal) = Bevy Big Jim Sullivan (baixo) = Boss Rod Alexander = Vicar Chas Hodges = Sleepy Earl Jordan = Jordan
As sessões de gravação desse álbum ocorreram em 1970 e, apesar de rumores de que Jeff Beck, Jon Lord e Roger Glover tenham participado (Glover é até citado na capa de uma reedição do álbum), eles efetivamente não estiveram lá. O resultado é uma grande jam, com regravações descompromissadas de composições antigas de blues e rock and roll. Uma verdadeira reunião de amigos para tirar um som... Na época do lançamento do LP, em 1972, não houve grande repercussão, talvez pelo anonimato dos músicos. Toda essa história teria passado batida se Ritchie Blackmore não revelasse tudo numa entrevista para a Guitar Player em 1976. Futuramente, em 1980, quando foi relançado com o título de "The Green Bullfrog Sessions" com 3 músicas a mais, o álbum também não chamou a atenção, sabe-se lá porquê. A versão aqui é a do álbum original com 8 faixas.
Mês de Dezembro, Natal chegando... Resolvi antecipar o presente de vocês: 21 álbuns do Rush!!! Divirtam-se...
O Rush foi formado em 1969 no Canadá por Jeff Jones (baixo e vocal), John Rutsey (bateria) e Alex Lifeson (guitarra). No mesmo ano, Jeff Jones foi substituído por Geddy Lee (vocal, baixo e teclados)e essa formação se manteve até 1974, quando o Rush conseguiu gravar seu primeiro álbum, auto-intitulado, e lançá-lo por uma gravadora independente. Esse disco mostrava um hard rock inspirado em bandas como Led Zeppelin, principalmente. No início da turnê, John Rutsey deixou a banda, sendo substituído por Neil Peart que, além de baterista excepcional, é também um inspirado letrista sobre temas de ficção científica, literatura clássica e filosofia. Nessa época, a banda chamou atenção da gravadora Mercury, com quem foi assinado contrato para a gravação do segundo álbum. Em 1975 foi lançado "Fly By Night", mostrando músicas mais complexas que se afastavam um pouco do hard rock do primeiro álbum. Ainda em 1975 saiu "Caress Of Steel", acentuando o lado progressivo do Rush. Em 1976 saiu "2112" e, em seguida, o ao vivo "All World's a Stage". Em 1977 saiu "A Farewell To Kings" contendo um dos maiores sucessos do Rush, "Closer To The Heart", e uma das melhores composições do grupo, "Xanadu".
Em 1978 saiu "Hemispheres" trazendo a primeira faixa instrumental do Rush, a fantástica "La Villa Strangiatto". Em 1980 foi lançado "Permanent Waves" e em 1981, "Moving Pictures" que traz a música "Tom Sawyer", muito conhecida aqui no Brasil como tema do personagem McGyver do seriado Profissão Perigo. Ainda em 1981 saiu o segundo ao vivo da banda, "Exit...Stage Left". Em 1982 saiu "Signals", onde os teclados, sintetizadores e até bateria eletrônica passam a ser mais explorados e a sonoridade se torna mais acessível. "Grace Under Pressure", lançado em 1984, segue a mesma tendência de "Signals". "Power Windows" (1986) e "Hold Your Fire" (1987) são, provavelmente, os álbuns mais comerciais do Rush e muitos fãs desprezam essa fase. Em 1988 vem o terceiro ao vivo, "A Show Of Hands". Em 1990 saiu "Presto" numa fase de transição, onde o Rush começou diminuir o uso dos recursos eletrônicos usados nos anos anteriores. Em 1991 lançaram "Roll The Bones", que traz a belíssima "Bravado".
Em 1993 saiu "Counterparts", que é um dos meus álbuns favoritos do Rush, onde destacam-se "Animate", "Stick Out" (uma das mais pesadas já gravadas pelo grupo), a instrumental "Leave That Thing Alone" e "Nobody's Hero" que chegou a tocar nas rádios por aqui. Após esse disco, Alex Lifeson lançou um álbum solo chamado "Victor" e Neil Peart organizou "Burning For Buddy", um tributo a Buddy Rich, ídolo de Peart e um dos maiores bateristas de todos os tempos. Em 1996 saiu "Test For Echo", com destaque para a música "Driven". Em seguida, Peart lança a segunda parte do tributo a Buddy Rich. Em 1998 saiu o cd triplo ao vivo "Different Stages", com gravações das turnês de "Counterparts", "Test For Echo" e outras, de 1978, inéditas até então. Nessa época 2 tragédias pessoais na vida de Neil Peart obrigaram o Rush a dar uma longa parada em suas atividades. Em menos de 1 ano, Peart perdeu sua filha num acidente automobilístico e sua esposa vítima de câncer.
Em 2000 Geddy Lee lançou seu primeiro álbum solo, "My Favorite Headache". A banda só voltou em 2002 lançando o álbum "Vapor Trails" com músicas mais simples e diretas, sem solos de guitarra. Na turnê que se seguiu, o Rush se apresentou pela primeira vez na América Latina. No Brasil tocaram para o maior público de sua carreira. Em 2003 lançaram o cd/DVD "Rush In Rio" com a memorável apresentação no Rio de Janeiro. Em 2004 o Rush surpreendeu com o EP "Feedback" com 8 covers de bandas que os influenciaram no início da carreira (Cream, The Who, Blue Cheer, etc). Em 2006 lançaram o DVD "R30" com um show gravado em Frankfurt, Alemanha, em comemoração aos 30 anos de carreira. Finalmente, em 2007, o Rush voltou com mais um álbum de estúdio "Snakes And Arrows" e está iniciando mais uma turnê. Recentemente, ao final da turnê que se seguiu foram lançados cd/DVD "Snakes And Arrows Live". Agora é torcer para que voltam a se apresentar por aqui...
Os links para todos os álbuns listados abaixo estão neste arquivo *
Matt O'Ree é um guitarrista de New Jersey, EUA, e faz o blues-rock clássico, com as manjadas influências de SRV e Hendrix, sem grandes novidades, mas com muita competência. Iniciou sua carreira nos anos 90 e lançou seu primeiro álbum, "88 Miles", em 1998. Com a boa repercussão de sua estréia, Matt passou a abrir shows de gente como Buddy Guy, Leslie West, Gov't Mule, Johnny Winter e Kansas. Em 2001 lançou "Chalk It Up", seu 2º álbum. "Shelf Life" é seu 3º álbum de estúdio e saiu em 2006. Recentemente foi lançado o primeiro álbum ao vivo de Matt O'Ree, "Live", que saiu também em DVD.
01 Over 02 Running Home 03 Marry You 04 Saints and Sinners 05 Worth the Live 06 What You Got 07 Back Home 08 Stay 09 Alibis 10 Think About That 11 Good Thang 12 Another Man 13 God Send
Kamchatka é o nome de uma península vulcânica da Rússia. Kamchatka é também um power-trio formado na Suécia por Thomas Andersson (guitarra e vocal), Rojer Ojersson (baixo e vocal) e Tobias Strandvik (bateria) e que tem uma sonoridade totalmente inspirada nas jam bands do final dos anos 60/ início dos 70, fazendo um hard rock cru, denso, com altas doses de blues e psicodelia e uma ou outra pitada de jazz. O álbum homônimo aqui disponível é o debut lançado em 2005. Em 2007 saiu "Volume II", o segundo álbum, obviamente.
01 Out My Way 02 Seed 03 No 04 Mnemosyne Waltz 05 Mixed Emotions 06 Wrong End 07 Eggshell 08 I Love Everybody 09 Auto Mowdown 10 Spacegirl Blues 11 Sing Along Song 12 Incognito 13 Daddy Says 14 Squirm