Hospedagem dos Álbuns e Montagem: Fireball

O W.A.S.P. surgiu no início dos anos 80, tendo como líder e criador o baixista e vocalista Blackie Lawless, que após algumas tentativas com outras bandas, conheceu o guitarrista Chris Holmes e deu início aos trabalhos que o levariam ao sucesso.
A sigla W.A.S.P. sempre provocou dúvidas e até hoje não se sabe ao certo seu significado. Para muitos representa "White Anglo-Saxon Protestant", para outros "We Are Sexual Perverts", além de vespa, que é tradução da palavra para o português.
O W.A.S.P. lançou seu primeiro single, "Fuck Like a Beast", em 1983 por um selo independente. O primeiro álbum saiu em 1984, com o nome simplesmente de "W.A.S.P.", alcançando grande sucesso e chamando muita atenção pelo visual dos seus integrantes, bem como de sua performance agressiva no palco, com muito sangue, sexo e rock 'n' roll. Tendo como formação, Lawless no baixo e vocais, Chris Holmes e Randy Piper nas guitarras e Tony Richards na bateria, este álbum trouxe músicas que viriam a se tornar grandes clássicos da banda como "I Wanna Be Somebody", "L.O.V.E. Machine" e "Sleeping (In The Fire)".
O W.A.S.P sempre teve como característica as mudanças constantes na formação. O segundo álbum, "The Last Command", trouxe o baterista Steve Riley no lugar de Tony Richards. Novamente um grande álbum, muito elogiado, e mostrando força nas letras e na musicalidade da banda, destacando-se "Blind In Texas", "Sex Drive" e "Wild Child". Já para o terceiro álbum da banda, "Inside The Electric Circus", foi a vez sair o guitarrista Randy Piper, que deu lugar ao baixista Johnny Rod, e com isso, Lawless trocou o baixo pela guitarra. Algumas músicas deste disco tornaram-se clássicos da banda, incluindo um cover para "Easy Living", do Uriah Heep.

Durante a turnê, por muitas e muitas vezes, a banda foi perseguida por um grupo de mulheres, que lideravam uma entidade chamada P.M.R.C. (Parents Music Resource Center), e passavam todo o tempo criticando letras de música e shows, sob alegação de que certas bandas ofendiam os bons costumes da sociedade americana. É claro que Lawless e sua turma tornaram-se alvo principal da entidade, e esta perseguição passou a ser uma constante ao longo da carreira do W.A.S.P. Desta turnê resultou o álbum ao vivo, "Live ... in The Raw".
Dois anos depois sai o álbum "The Headless Children", novamente com formação diferente das anteriores. Entra Frankie Banali (ex-Quiet Riot) no lugar de Steve Riley e como músico adicional, entra o tecladista Ken Hensley. Trazia letras falando de outros temas, como abuso de drogas, política e guerras.
Após três anos, em 1992, surge então o álbum que pelo próprio Lawless é considerado o melhor da banda, assim como o mais trabalhoso: "The Crimson Idol". Um álbum conceitual trazendo a história de um garoto chamado Jonathan, desde seu nascimento até sua morte, passando por todo o seu sofrimento e seus medos. No line up mais uma vez mudanças: sai Chris Holmes, co-criador da banda, e entra Bob Kulick para as guitarras e o baterista Stet Howland que participa da turnê do álbum e leva os créditos do trabalho juntamente com Frankie Banali, que também participara das gravações. Com este álbum ocorre uma grande mudança na sonoridade da banda, mas o trabalho alcança muitos elogios e muito respeito, inclusive de críticos, tornando-se um álbum indispensável para qualquer fã de hard rock.

Still Not Black Enough", o oitavo álbum da banda, chega em 1995, com a mesma formação do anterior, trazendo músicas como "Black Forever" e a excelente "Rock 'n' Roll To Death".
Dois anos mais tarde, é lançado "Kill Fuck Die", que marca a volta de Chris Holmes à banda, assim como a saída de Bob Kulick e Frankie Banali. A formação fica com Holmes e Lawless nas guitarras, Mike Duda no baixo e Stet Howland na bateria. Uma grande diferença musical entre este álbum e "Still Not Black Enough" é percebida, consequência da volta de Holmes às guitarras da banda. Da tour desse disco sai o segundo ao vivo da banda: "Double Live Assassins".
Após estes nove álbuns, que diferiam muito entre si, tanto pela musicalidade como pelas letras, o W.A.S.P. resolve voltar ao estilo que levou a banda ao sucesso. Em 1999 sai "Helldorado", trazendo músicas com guitarras fortes, letras pesadas e uma formação que começa a se tornar estável.
Nessa época foi lançada uma coletânea chamada "The Best Of The Best 1984-2000" com duas músicas inéditas, "Unreal" e "Saturday´s Alright For Fighting", esta última composta por Elton John.
Em 2001 sai um novo CD, "Unholy Terror", falando sobre religião e temas polêmicos. Já em 2002 sairia "Dying For The World", sem Chris Holmes e com Darell Roberts em seu lugar.
Blackie Lawless começa, então, a compor outra obra conceitual. Dessa vez, a história é de um garoto, Jesse Slane, que passou uma infância terrível num orfanato e depois ficou milionário ao se auto-proclamar um messias e convencer milhões de pessoas. A história de se divide em 2 cds lançados em 2004: "The Neon God Part I- The Rise" e "The Neon God Part II- The Demise". Na turnê que se seguiu, o W.A.S.P. finalmente se apresentou no Brasil pela primeira vez.
Em 2007, Blackie Lawless e cia lançam mais um álbum, o excelente "Dominator".
W.A.S.P.
The Last Command
The Headless Children
The Crimson Idol
Still Not Black Enough
Unholy Terror
Dying For The World
Neon God Part 1 - The Rise
Neon God Part 2 - The Demise
Dominator