sábado, dezembro 08, 2007

Pink Floyd

Hospedagem e Montagem: Fireball


No ano de 1966 em Cambridge, Inglaterra, Roger Waters (baixo e vocais), Rick Wright (teclados) e Nick Mason (bateria) formaram uma banda chamada Sigma 9. Após a passagem de vários músicos pela banda, juntou-se a eles o guitarrista Syd Barret. Foi de Syd a idéia de mudas o nome da banda para Pink Floyd, em referência aos bluesmen Pink Anderson e Floyd Council, influências de Syd.
Logo de cara, Barret assumiu o papel de principal compositor e figura central do Pink Floyd. Movido a LSD, Syd procurava reproduzir nas músicas e nos shows suas viagens lisérgicas, resultando na música experimental que seria um dos pilares do chamado rock psicodélico.
Após lançar um single por uma pequena gravadora, o Pink Floyd conseguiu contrato com a EMI para a produção de seu primeiro LP.
Em 1967 os membros do Pink Floyd entraram nos estúdios Abbey Road na mesma época em que os Beatles gravavam "Sgt. Peppers". Diz a lenda que nos estúdios os integrantes das 2 bandas compartilharam drogas e opiniões musicais.
No mesmo ano foi lançado o debut "The Pipers At The Gates Of Dawn", álbum considerado um marco na história do rock e creditado principalmente a genialidade de Syd Barret, responsável pelas composições e arranjos imprevisíveis.


Porém, problemas mentais de Syd começaram a aparecer e agravar-se pelo uso contínuo de alucinógenos. Esquizofrênico, muitas vezes Syd não conseguia tocar mais a guitarra no palco, ficando parado e olhando perdidamente para o horizonte ou se limitando a repetir um único acorde indefinidamente.
Nessa época, convidaram o guitarrista David Gilmour para preencher o espaço de Syd nas apresentações ao vivo. A intenção era que ele se recuperasse ou permanecesse nos estúdios como compositor.
Em 1968, após gravar apenas algumas passagens do segundo álbum do Pink Floyd, "A Saucerful Of Secrets", ficou claro que Syd Barret não se recuperaria e el foi dispensado do grupo.
Mesmo sem Barret, a popularidade do Pink Floyd continuou crescendo nos anos seguintes com álbuns "Ummagumma", "Atom Heart Mother" e Meddle", além das trilhas sonoras dos filmes "More" e "Obscured By Clouds".
Nesse período, David Gilmour, um dos maiores guitarristas de rock de todos os tempos, ganhou espaço significativo no Pink Floyd, passando a dividir as composições e os vocais com Roger Waters e também a definir o som da banda com seus solos particularmente harmoniosos e melódicos.


Em 1973, o Pink Floyd lança aquele que é considerado um dos álbuns mais importantes e bem sucedidos da história da música: "Dark Side Of The Moon".
Em 1975 foi lançado "Wish You Are Here" que, pessoalmente, considero melhor que "Dark Side Of The Moon", com aquela que, também para mim, é a melhor música do Pink Floyd: "Shine On You Crazy Diamond".
Em 1977 foi lançado "Animals" e Roger Waters praticamente assume o controle do Pink Floyd, passando a centralizar a banda em torno de suas idéias.
Em 1979 saiu "The Wall", uma auto-biografia de Waters em que ele compôs quase tudo sozinho. Nessa época alguns atritos entre os integrantes se agravam ao ponto de Richard Wright ser demitido por Rogers Waters.
Em 1982, saiu "The Final Cut", que seria um álbum solo de Waters, mas a gravadora os convenceu a lançá-lo sob o nome da banda. Na prática, todo o conceito e composições do álbum são de Waters que faz uma "choradeira" em homenagem ao seu pai, morto na II Guerra. Na prática, Nick Mason e David Gilmour não passam de músicos de estúdio. Na minha opinião, um disco arrastado, chato e cansativo.


Em 1986 a situação estava insustentável e Waters declara o fim do Pink Floyd, mas os outros integrantes não aceitam e inicia-se uma batalha judicial pelo nome da banda.
A causa foi ganha por Gilmour e Mason e, com isso, Rick Wright é chamado de volta. Em 1987 foi lançado "A Momentary Lapse Of Reason" , seguindo-se uma turnê de proporções gigantescas.
Em 1988 saiu o álbum ao vivo "Delicate Sound Of Thunder".
Após longo período longe da mídia, em 1994, o trio retorna com outro álbum de inéditas, "The Division Bell", que teve excelente aceitação de público.
Outra megaturnê se seguiu e, em 1995, foi lançado outro álbum ao vivo, "Pulse".
Desde então, o Pink Floyd é considerado extinto como uma banda, tendo David Gilmour já declarado várias vezes que não voltariam a se reunir.
Excessão feita em 2005 quando, contando inclusive com Roger Waters, o Pink Floyd se reuniu para tocar no concerto "Live 8", em Londres.
Syd Barret mooreu em 2006.

Para mais álbuns, bootlegs e histórias ricas em detalhes sobre o Pink Floyd, acessem Mason's Pipe.





Meddle



Obscured By Clouds



Dark Side Of The Moon



Wish You Were Here



Animals



The Wall disc 1

The Wall disc 2



A Momentary Lapse Of Reason



Delicate Sound Of Thunder disc 1

Delicate Sound Of Thunder disc 2



The Division Bell

4 comentários:

Anônimo disse...

Pink Floyd... uma banda de imensas proporções. Influência para todos após. Muitos álbuns são controvertidos, alguns gostam, outros não, mais o chamados clássicos ninguém tem dúvida, se tornaram páginas da história da música contemporânea. Quanto ao Final Cut, concordo que seja considerado um álbum solo de Waters, mas não que seja ruim. Não é um clássico, mas não é ruim. O importante é que essa tentativa de controle da banda por Waters, não fez bem à banda. Embora Gilmour (um dos melhores guitarristas de todos os tempos), tenha guiado o Pink Floyd de forma excepcional nos álbuns posteriores, acho que poderiam ter escrito juntos outras páginas memoráveis para a história da música. Mas, seres humanos, mesmo com toda sua genealidade, tem limitações. Fica a gratidão pela obra que criaram e o respeito por suas opiniões. Saúdo Mr. Fireball por mais esse grande post.

Jr.

Anônimo disse...

Pink Floyd é uma referência não só no Rock, mas na música mundial.Mesmo passado mais de 30 anos, a qualidade de álbuns como "Dark Side Of The Moon" e "Wish You Are Here" salta aos olhos e ouvidos.Clásssicos atemporais de uma banda imortalizada na história da música.

Fireball disse...

Jr,

Concordo contigo e, como eu disse, o que escrevi sobre o "Final Cut" é opinião pessoal minha.
Tenho amigos que acham ele o melhor disco do Pink Floyd...

Acho que o grande problema do "Final Cut", assim como a maioria dos álbuns do Roger Waters, é ser arrastado demais.
Há bons momentos como "The Gunners Dream", "Not Now John" e "Fletcher Memorial Home" mas, no geral, o disco me dá sono.

Abraço

Anônimo disse...

Oi; parece que há um problema qualquer com o link que corrrespondente à part 1 do The Wall...
Abraço de Portugal,
Roger