Hospedagem e Montagem: Fireball

Muita gente deve estranhar esse post e eu mesmo, há pouco tempo atrás, não imaginaria Amy Winehouse aqui no blog... Por pura desinformação e uma dose extra de "pré-conceito".
Sempre que eu via alguma foto dessa inglesinha magrela, "porraloca" e toda tatuada envolvida em mais um escândalo envolvendo brigas, álcool e drogas, imaginava uma Pitty do primeiro mundo cantando "rockinhos" para adolescentes rebeldes. Nunca me preocupei em ouvir sua música.
Só agora, após Amy Winehouse faturar 5 prêmios no Grammy (o que a rigor não quer dizer nada), é que me despertou a curiosidade em ver o que ela realmente fazia.
E fiquei boquiaberto ao ouvir seu segundo álbum, "Back To Black".
Amy Winehouse nasceu em Londres em 1983.
Suas principais influências são músicos de jazz e soul como Sarah Vaughn, Carole King, Marvin Gaye, Minnie Ripperton etc.
Seu primeiro álbum foi "Frank" lançado em 2003 que, apesar de recheado de influências jazzísticas, era mais voltado para o pop, tendo recebido diversas críticas positivas onde eram freqüentes as comparações de sua voz com as de Billie Holiday e Sarah Vaughn.

Com "Back To Black", lançado em 2006, Amy, com sua voz "negra", nos remete ao soul e rhythm & blues dos anos 50/60 mas ainda mantém a veia jazzística. As letras são um auto-retrato, melancólicas, com temas como decepções amorosas e alcoolismo. Com "Back To Black", Amy recebeu 6 indicações ao Grammy e faturou 5 prêmios.
Com 6 milhões de cópias vendidas, "Back To Black" ganhou uma versão anabolizada com um cd bônus de faixas inéditas onde o destaque é a música "To Know Him Is To Love Him", com inevitável comparação a Janis Joplin.
Alcoólatra, viciada em drogas como heroína e crack e com o marido preso, Amy se tornou um dos principais alvos dos jornais sensacionalistas e já mostra as conseqüências de seu estilo de vida auto destrutivo, aparecendo cada vez mais magra e sem alguns dentes.
Entre uma overdose e outra e algumas internações em clínicas de reabilitação, muitos acham que a vida de Amy Winehouse não deve ir muito longe (ela própria já admitiu isso). Uma pena, pois talento ela tem de sobra.
Back To Black
Back To Black (Bonus Disc)
8 comentários:
TO ACREDITANDO KRA!VALEU!
ABRAÇO.
VOU CONTINUAR COM O MEU "PRÉ - CONCEITO"....
André,
Se você é um desses caras que vivem fechados numa redoma e nem se dá ao trabalho de conhecer antes de julgar, azar o seu!!
Assim você vai deixar passar muita coisa interessante.
Concordo plenamente com vc, logicamente para eu ter postado o comentário acima, baixei os albuns e assisti alguns videos no youtube.
Seria uma idiotice da minha parte, comentar algo sem pesquisar...
Infelizmente meu humilde gosto musical não a digeriu....
André,
Aí, tudo bem!
Se você ouviu e não gostou, beleza.
Ninguém é obrigado a compartilhar da minha opinião e, com certeza, muita gente não compartilha.
O problema é que você se expressou mal no seu primeiro comentário, dando a entender que não se interessava pelo álbum por ter uma idéia pré-estabelecida do que viria pela frente.
Eu até entendo... Esse post da Amy provavelmente é o post mais fora do contexto do meu blog, que é mais voltado para blues, rock e metal.
É certo que boa parte dos freqüentadores desse página não deve ter gostado também.
Mas é inegável que, para quem curte soul e rhythm & blues, esse é um grande disco.
Abraço
Grande album. Acho bem que va colocando albuns fora do contexto do seu blog, desde que tenham esta qualidade.
Parabens pelo seu bom gosto musical e continue o bom trabalho que tem desenvolvido em prol da boa musica. Um abraço do outro lado do atlantico...
Fireball, já tinha ouvido a indicação de um grande amigo guitarrista, que se envereda muito pelo blues e jazz. Fiquei meio surpreso com a indicação, pois tinha o mesmo preconceito. Quando vi seu post resolvi baixar, minha curiosidade venceu o preconceito. Infelizmente achei o álbum frustrante. A voz dela até que não é ruim, no entanto os arranjos e a parte instrumental deixam muito a desejar. A começar pela precariedade de referências ao jazz. Não há, na minha modesta opinião, nenhuma referência significativa. As linhas de guitarra são pobres e sem criatividade, flertando muito mais com uma batida reggae vulgar do que com a riqueza harmônica jazzística. Aliás, o álbum inteiro é um pop lugar-comum, e se podemos salvar alguma coisa é apenas a qualidade vocal, embora ainda assim não seja digna desse alvoroço todo. Joss Stone, por exemplo, apesar de também se aproximar com frequência de um soul bastante pegajoso e caricato, tipo Mariah Carey, dá um banho de técnica, timbre e extensão vocal, por exemplo.
Mas isso é apenas a minha opinião.
De qualquer maneira, há quem goste e respeito isso. Apesar as críticas lhe parabenizo pela postagem e lhe incentivo a continuar com posts mais "sinuosos", que descambem um pouco para outros gêneros, mais que tenham alguma aproximação com a proposta do blog.
Abraços!
Confesso que também caí vítima de preconceito com esta que foi uma bela mulher. A vida nos fode mesmo e não temos como negar. Fui drogado e mesmo assim nunca quis saber de apreciar o trabalho da Emy.
Não baixei nada ainda, mas ouvirei com atenção. O mestre Eric Arantes C. me parece saber mais sobre música do que nós. hehe E isso é muito bom, assim aprendemos.
Valeu Fiiiiiiiiiiiiiiireeeeeeee
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