quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Amy Winehouse

Hospedagem e Montagem: Fireball


Muita gente deve estranhar esse post e eu mesmo, há pouco tempo atrás, não imaginaria Amy Winehouse aqui no blog... Por pura desinformação e uma dose extra de "pré-conceito".
Sempre que eu via alguma foto dessa inglesinha magrela, "porraloca" e toda tatuada envolvida em mais um escândalo envolvendo brigas, álcool e drogas, imaginava uma Pitty do primeiro mundo cantando "rockinhos" para adolescentes rebeldes. Nunca me preocupei em ouvir sua música.
Só agora, após Amy Winehouse faturar 5 prêmios no Grammy (o que a rigor não quer dizer nada), é que me despertou a curiosidade em ver o que ela realmente fazia.
E fiquei boquiaberto ao ouvir seu segundo álbum, "Back To Black".
Amy Winehouse nasceu em Londres em 1983.
Suas principais influências são músicos de jazz e soul como Sarah Vaughn, Carole King, Marvin Gaye, Minnie Ripperton etc.
Seu primeiro álbum foi "Frank" lançado em 2003 que, apesar de recheado de influências jazzísticas, era mais voltado para o pop, tendo recebido diversas críticas positivas onde eram freqüentes as comparações de sua voz com as de Billie Holiday e Sarah Vaughn.


Com "Back To Black", lançado em 2006, Amy, com sua voz "negra", nos remete ao soul e rhythm & blues dos anos 50/60 mas ainda mantém a veia jazzística. As letras são um auto-retrato, melancólicas, com temas como decepções amorosas e alcoolismo. Com "Back To Black", Amy recebeu 6 indicações ao Grammy e faturou 5 prêmios.
Com 6 milhões de cópias vendidas, "Back To Black" ganhou uma versão anabolizada com um cd bônus de faixas inéditas onde o destaque é a música "To Know Him Is To Love Him", com inevitável comparação a Janis Joplin.
Alcoólatra, viciada em drogas como heroína e crack e com o marido preso, Amy se tornou um dos principais alvos dos jornais sensacionalistas e já mostra as conseqüências de seu estilo de vida auto destrutivo, aparecendo cada vez mais magra e sem alguns dentes.
Entre uma overdose e outra e algumas internações em clínicas de reabilitação, muitos acham que a vida de Amy Winehouse não deve ir muito longe (ela própria já admitiu isso). Uma pena, pois talento ela tem de sobra.



Back To Black

Back To Black (Bonus Disc)




8 comentários:

Fred Benning disse...

TO ACREDITANDO KRA!VALEU!
ABRAÇO.

Unknown disse...

VOU CONTINUAR COM O MEU "PRÉ - CONCEITO"....

Fireball disse...

André,

Se você é um desses caras que vivem fechados numa redoma e nem se dá ao trabalho de conhecer antes de julgar, azar o seu!!

Assim você vai deixar passar muita coisa interessante.

Unknown disse...

Concordo plenamente com vc, logicamente para eu ter postado o comentário acima, baixei os albuns e assisti alguns videos no youtube.
Seria uma idiotice da minha parte, comentar algo sem pesquisar...
Infelizmente meu humilde gosto musical não a digeriu....

Fireball disse...

André,

Aí, tudo bem!

Se você ouviu e não gostou, beleza.

Ninguém é obrigado a compartilhar da minha opinião e, com certeza, muita gente não compartilha.

O problema é que você se expressou mal no seu primeiro comentário, dando a entender que não se interessava pelo álbum por ter uma idéia pré-estabelecida do que viria pela frente.

Eu até entendo... Esse post da Amy provavelmente é o post mais fora do contexto do meu blog, que é mais voltado para blues, rock e metal.

É certo que boa parte dos freqüentadores desse página não deve ter gostado também.

Mas é inegável que, para quem curte soul e rhythm & blues, esse é um grande disco.

Abraço

Miguel Oliveira disse...

Grande album. Acho bem que va colocando albuns fora do contexto do seu blog, desde que tenham esta qualidade.

Parabens pelo seu bom gosto musical e continue o bom trabalho que tem desenvolvido em prol da boa musica. Um abraço do outro lado do atlantico...

Eric Arantes Corrêa disse...

Fireball, já tinha ouvido a indicação de um grande amigo guitarrista, que se envereda muito pelo blues e jazz. Fiquei meio surpreso com a indicação, pois tinha o mesmo preconceito. Quando vi seu post resolvi baixar, minha curiosidade venceu o preconceito. Infelizmente achei o álbum frustrante. A voz dela até que não é ruim, no entanto os arranjos e a parte instrumental deixam muito a desejar. A começar pela precariedade de referências ao jazz. Não há, na minha modesta opinião, nenhuma referência significativa. As linhas de guitarra são pobres e sem criatividade, flertando muito mais com uma batida reggae vulgar do que com a riqueza harmônica jazzística. Aliás, o álbum inteiro é um pop lugar-comum, e se podemos salvar alguma coisa é apenas a qualidade vocal, embora ainda assim não seja digna desse alvoroço todo. Joss Stone, por exemplo, apesar de também se aproximar com frequência de um soul bastante pegajoso e caricato, tipo Mariah Carey, dá um banho de técnica, timbre e extensão vocal, por exemplo.
Mas isso é apenas a minha opinião.
De qualquer maneira, há quem goste e respeito isso. Apesar as críticas lhe parabenizo pela postagem e lhe incentivo a continuar com posts mais "sinuosos", que descambem um pouco para outros gêneros, mais que tenham alguma aproximação com a proposta do blog.
Abraços!

Beto Kaos Z Deja-vu disse...

Confesso que também caí vítima de preconceito com esta que foi uma bela mulher. A vida nos fode mesmo e não temos como negar. Fui drogado e mesmo assim nunca quis saber de apreciar o trabalho da Emy.
Não baixei nada ainda, mas ouvirei com atenção. O mestre Eric Arantes C. me parece saber mais sobre música do que nós. hehe E isso é muito bom, assim aprendemos.
Valeu Fiiiiiiiiiiiiiiireeeeeeee